Perfil clínico da hanseníase em idosos no estado do Pará: notificações realizadas entre 2019 e 2023.

Autores

  • Ana Lúcia Barbosa Maia Autor
  • Natália Christian Trindade Pinheiro Autor
  • Malena Machado Bastos Autor
  • Mannuelly Machado Bastos Autor
  • Maria Eduarda Rocha Moreno Autor
  • Maria de Fátima Rocha da Rocha Autor
  • Julyanne dos Anjos Silva Furtado Autor
  • Júlia Donaton Pinto Autor
  • Isabella Cardoso Rodrigues Autor
  • Giovanna Lopes Passos Autor
  • Breno Anderson Pereira Melo Autor
  • Wanderson Gonçalves e Gonçalves Autor
  • Ana Paula Quaresma Leal Autor
  • Stephani Zemero Ferreira dos Santos Autor
  • Rikelme Costa Silva Autor

DOI:

https://doi.org/10.51473/rbmed.v1i1.2026.27

Palavras-chave:

Hanseníase; saúde pública; idosos; notificação compulsória.

Resumo

INTRODUÇÃO E OBJETIVOS: O estudo analisa a hanseníase em idosos no estado do Pará, Brasil, entre 2019 e 2023, com foco na descrição de indicadores epidemiológicos e das características dos casos notificados. A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta os nervos periféricos e pode ser transmitida por via respiratória. A prevalência da doença é maior entre indivíduos com baixa imunidade, como os idosos. No Brasil, a alta taxa de notificação de hanseníase coloca o país em segundo lugar no número de casos reportados globalmente. Entre 2013 e 2023, foram registrados 66.852 casos em idosos de 60 anos ou mais, com destaque para a região Norte, especialmente no estado do Pará. MATERIAIS E MÉTODOS: Este estudo utiliza dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) para analisar a incidência da doença. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os resultados mostram que a forma clínica dimorfa predomina entre os idosos no Pará, com alta taxa de casos multibacilares (89,17%). A análise também revela maior prevalência de hanseníase entre homens idosos, que frequentemente apresentam formas mais graves da doença. Comparações com estudos de outras regiões e períodos destacam diferenças na prevalência e nos tipos de forma clínica. CONCLUSÃO: Isso reforça a necessidade de estratégias de diagnóstico precoce e de controle da doença, principalmente para idosos, que apresentam maior risco de complicações devido à baixa imunidade. O estudo enfatiza a importância da qualidade dos dados epidemiológicos para o manejo eficaz da hanseníase e a necessidade de monitoramento contínuo.

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Publicado

2026-05-22

Como Citar

Maia, A. L. B., Pinheiro, N. C. T., Bastos, M. M., Bastos, M. M., Moreno, M. E. R., Rocha, M. de F. R. da, Furtado, J. dos A. S., Pinto, J. D., Rodrigues, I. C., Passos, G. L., Melo, B. A. P., Gonçalves, W. G. e, Leal, A. P. Q., Santos, S. Z. F. dos, & Silva, R. C. (2026). Perfil clínico da hanseníase em idosos no estado do Pará: notificações realizadas entre 2019 e 2023. Revista Científica Brasileira De Saúde E Medicina (Brazilian Scientific Journal of Health and Medicine), 1(1). https://doi.org/10.51473/rbmed.v1i1.2026.27