Perfil Epidemiológico e Vigilância da Mortalidade de Mulheres em Idade Fértil e Óbitos Maternos em Abaetetuba, Pará (2020–2024)
DOI:
https://doi.org/10.51473/rbmed.v1i1.2026.25Palavras-chave:
Mortalidade materna, Mulheres em idade fértil, Vigilância em saúde, Determinantes sociais, Saúde públicaResumo
A mortalidade de mulheres em idade fértil (MIF) configura-se como um importante indicador das condições de saúde e do desenvolvimento socioeconômico. No Brasil, observa-se, nas últimas décadas, uma transição no perfil dessas mortes, com redução das doenças infecciosas e aumento das causas externas e neoplasias, exigindo a atualização das políticas públicas. Persistem, contudo, desafios relacionados à subnotificação e à qualidade dos registros nos sistemas de informação em saúde, o que compromete a compreensão da real magnitude do problema. Paralelamente, os óbitos maternos, ainda frequentemente evitáveis, continuam associados a fragilidades na assistência ao ciclo gravídico-puerperal, agravadas por desigualdades sociais e pelos impactos recentes de crises sanitárias. Nesse contexto, o município de Abaetetuba, no Pará, apresenta condições demográficas e socioeconômicas que evidenciam vulnerabilidades relevantes, como baixa renda per capita, reduzida taxa de ocupação e limitações na infraestrutura sanitária, fatores que influenciam diretamente os indicadores de saúde materno-infantil. Assim, a análise integrada dos dados epidemiológicos locais torna-se essencial para compreender os determinantes da mortalidade feminina e subsidiar estratégias de vigilância e intervenção mais eficazes, alinhadas às demandas regionais e aos desafios contemporâneos da saúde pública.
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